maio 2007
Você que passa como ventania, que arrasa meu coração
Você que fixou âncora, fez de mim seu pouso, seu porto seguro
Você que me fez amar, sorrir e chorar
Você que ilumina meus dias e aprisiona meus pensamentos
Você que cresce e me enche de orgulho
Você que me alegra, e me enfurece
Você que me ensina a paciência
Você que me ensina a parar e correr, a brincar e ser feliz
È você que me ensina que são os pequenos momentos que se tornarão inesquecíveis…..
maio 2007
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os
olhos
Sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender
Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo
Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também
(Jota Quest)

Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei
numa fita
Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se
precisa ser dita
Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você
cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e
agora pára
Será que é tão difícil aceitar o amor como é
E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar
Como aqui
Será melhor deixar essa nuvem passar
E você vai saber de onde vim, aonde vou
E que eu estou aqui
(Mais que isso - Ana Carolina e Chico César)
maio 2007
Olho pelas janelas e vejo o mundo que me cerca, vejo a vida que se modifica a cada instante, sinto a vida que entra pelos meus olhos e toca alguma parte escondida de mim. As janelas são meus olhos, através delas vejo o passado e o presente, nem posso imaginar o futuro - ele está em constante mudança. As janelas são minhas molduras, dos quadros imaginários que pinto diariamente, observando a vida que pulsa a cada movimento num ritmo diferente, com suas cores diversas que meus lápis e tintas nem podem copiar, só a minha imaginação….

maio 2007

Janelas são molduras de quadros-vivos que presenciamos diariamente, elas emolduram momentos únicos que ficam gravados em nossa memória por muito tempo. São testemunhas de um passado, espectadoras de um presente que não se preocupa com o futuro, afinal seja o que for, ela estará lá para registrar o momento, que será presente e então, logo em seguida passado. Nada se perde, todos detalhes são capturados por essa lente atenta, basta ter alguém no momento para observá-lo. Janelas antigas possuem bancos acoplados, seus peitoris são um convite para se admirar a paisagem, é uma pena hoje cada vez mais essas molduras estarem diminuindo, cada vez mais temos muros como paisagem, mas ainda assim nos resta o céu azul e infinito para se admirar por nossas pequenas janelas.

Fotos: Tamar Iona - utilizadas com a devida autorização… obrigada Tamar!
maio 2007

Elis Regina - Fascinação
Os sonhos mais lindos, sonhei
De quimeras mil, um castelo ergui
E no seu olhar tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação amor
Essa música agora faz parte de mim, vai estar sempre em minha memória, fazendo brotar aquele sorriso tímido e feliz toda vez que ouví-la. Filhos são uma parte nossa no mundo, e essa primeira homenagem tenho certeza ficará pra sempre na memória, inesquecível…
maio 2007

Sigo por esse caminho de curvas, retas, rotatórias, pedágios e tudo mais, ás vezes penso em voltar, outras em acelerar um pouco mais e chegar logo ao próximo destino. Mas não adianta, cada degrau tem que ser vivido, sentido, aproveitado, para podermos seguir ao próximo. Não podemos pular aquele que mais nos desagrada, ele também faz parte de tudo aquilo que nos faz crescer, perder um único degrau é cair em algum momento e ter que subir todos novamente um por um. E passar novamente por aquilo que a tanto custo quisemos evitar. Nem todos possuem o piso uniforme e firme, muitos são lisos e escorregadios, mas são nossos e estão aí, para que alguma lição possamos tirar disso tudo. Estou viajando? Talvez, quem não “divaga”. Estradas, caminhos, degraus, estações, tudo nos força a pensar na vida, e em tudo o que fazemos, pensamos, ou deixamos de fazer e pensar. E nos força a encarar a realidade, e a tentar mudar um pouco o que levamos dentro de nós….. hoje ficarei aqui, pensamento incompleto, ainda, quem sabe aguardando o próximo degrau…..